sexta-feira, 10 de abril de 2009

Feliz Páscoa!

Há um porque na história do sacrifício e muito mais que a morte em si, e o doloroso e custoso sacrifício, essa causa deve nos ser viva nos dias de hoje. Um sentimento que através de extremo antônimo, ou seja, de alta dor, ele é causa pela qual o próprio Deus desce e humilha-se: Foi por amor!

Por uma causa...

Quando Deus decide vir ao mundo, o cume da história, a realização, a maior prova, ele sempre enfatiza que ama a humanidade, os próximos, como assim familiariza-nos são as razões. Quando Ele veio disse: por você. E quando Ele viveu disse: pra te ensinar. Quando Ele subiu a cruz e prendeu-se, Ele disse: Você é livre! Consuma-se o ato e quando ressuscitou disse: voltarei.

O pastor torna-se ovelha, o criador, a própria criação. O Pai toma lugar de filho, filho de muitos irmãos. De Senhor a servo. Pergunta-se por quê? Pergunta-se pra que? Dentre muitas respostas sintetizam-se todas numa só: Por amor.

Quando de frente a Jesus, lembrando a extensão de Seu amor, amor dos braços SEMPRE abertos, até nos momentos mais agonizantes. A causa, a motivação que ele teve, a coragem que moveu o mundo com todo o seu potencial ideológico, intelectual e existencial estremecendo os mundos, potestades e principados, sol, céus, trovões e em tudo revelava: “Você filho, é a minha causa.” Nesse estremecer de tudo podemos ouvir nosso nome, e adjunto dele a segunda oração: “és a minha causa. O amor que tenho por você moveu-me.”

Quando no principio de tudo, de todas as criações, foi ao homem a quem Deus se apega e orgulha-se e amou. Por ser tão imensurável, de extensão à medida de Deus que nós, seres meramente humanos não conseguiremos nunca explicar o que motiva o dono do universo se fazer humilde, semelhante a homens e mortal. Humilhação, pois de Santo vem tomar forma de homem e semelhante em vida e morte. Ele não conhece o pecado, mas esponja, ou seja, puxa pra si os pecados dantes nossos.

O pra que, sabemos todos: Pois se pagou a divida de nosso pecado. Quando os anos passam, ainda mais perto de nós ele quer estar. A sabedoria de podermos compreender e sentir que dia após dia Deus, que por muitos motivos poderia nos abandonar, decide perdoar-nos e o vivenciar disto é o nosso dar sentido, dar real ouvidos a mensagem a qual Cristo queria propor na cruz.

Envergonho-me quando de frente a Jesus lembro-me que tanto valor temos pra com Ele e qual o valor que Ele tem ocupado em minha vida? O que eu tenho movido por Ele? Um Deus que move o mundo pra dizer que ama, pra chamar, por muitas vezes, que dispersos estamos, a nossa atenção, merece o meu mover, que ainda qual maior que seja, perto de tal amor, torna-se pequeno, mas é válido e de grande riqueza pra um Deus que realinha o curso da história e faz tantas coisas, que renovou tantas vezes nossa aliança, é a essa causa pela qual eu devo dar-me pra que ela seja completa e respondia...

...a causa do amor.


Feliz libertação!
Matheus Gerhard


A paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo
Segundo o evangelista Mateus

Johann Sebastian Bach


Venham, filhas; ajudem-me a chorar!

- Olhem!

- Quem?
- O noivo.

- Olhem-no!
- Como?
- Como um Cordeiro.

- Olhem!
- O quê?
- A Sua paciência.

- Olhem!
- Para onde?
- Para as nossas culpas.

Olhem-no por amor e clemência,
Ele carrega a madeira da própria cruz.

Ó inocente cordeiro de Deus,
Sacrificado no tronco da cruz,
Sempre paciente;
Apesar de seres desprezado,
Suportaste todos os nossos pecados.
Sem Ti teríamos nos desesperado.
Compadece-te de nós, Jesus.


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P.S: Dediquei-lhes feliz libertação, pois páscoa, em primeira instância, eram os festejos do povo hebreu pela libertação do Egito, comiam-se carne de cordeiro, uma erva amarga, pão e o vinho. Cristo vem e muda o sentido da páscoa, novamente liberta a seu povo, não mais dos Egípcios, mas do pecado, pois temos justificação nEle.

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