domingo, 19 de abril de 2009

Antigas Cartas paulinas para efésios de hoje II.

estudo 2

A salvação e a unidade

O perdão de Cristo nos salva todos os dias de nossa condenação. Estava escrevendo um artigo para publicação da ordem litúrgica da PIBE o qual deveria falar sobre salvação (o texto, em sua íntegra, pode ser lido em postagens anteriores: “Dias de salvação”) e algo muito interessante Deus me ressaltou, me fez pensar. Vivemos pensando que salvação é o ato de sermos arrebatados nos fins dos tempos. Esta salvação é a certeza de vida eterna que temos por meio de Cristo, no crer nEle ao tê-lo encontrado, cumprirmos os propósitos dEle, a qual Ele nos predestinou e termos sidos salvos do mundo. A salvação, porém estende-se, ou melhor, inicia-se muito antes do fim de tudo. Ela é o escape do mundo, o socorro bem presente que nos foi dado, e que é dado ainda a quem quiser. Socorro do mundo, livres, encontrando a verdade em Deus. A salvação não é simplesmente o ato eterno, mas ela começa aqui. Ela nasce aqui com o intuito de conduzir-nos a eternidade. Sou salvo, não posso continuar na mesmo posição a qual Cristo me encontrou. Agirei como salvo, ou seja, separado, ainda que não isolado, mas afastando-me do que é mal. Qual cativo quer voltar ao cativeiro? Nossa carne sim, ela sente falta, necessidade, de alimentar-se dos atos indignos, ela quer voltar à escravidão, voltar à vida de pecados. Sejamos salvos de nós mesmos. Salvos de nossos deleites.

O primeiro momento da salvação está expresso nos versos 4 e 5 do capítulo 2. Partiu de Deus o amor, o desejo de viver perto de nós. “Ele nos amou primeiro e é riquíssimo em perdoar-nos”. Ele nos salvou e está disposto a perdoar-nos sempre. A vida é regida desta maneira, pois Deus pensa em nosso bem. Quer guiar-nos, por ser bom, até mostrar-nos as abundantes riquezas de Sua graça. Em tudo isso, vemos claro o mover do Pai. Passam-se os anos e Seu amor permanecer. Salvação é um dom de Deus. Único. Somos agentes de salvação, mas quem livra e quem resgata no mundo, é Deus. Não somos mediadores, pois apenas Jesus o é, não há outro. Nenhum se quer que interceda por nós além de Cristo - ninguém vai ao Pai se não por Ele (João 14: 06) -, mas somos porta voz do amor de Deus que sempre venceu e vencerá. Ele diz-nos que por nada seremos salvos, mas sim por um favor sem merecimento algum, não é por glória, mas por graça através da fé que a temos. Quando acreditarmos que Deus pode salvar-nos, Ele fará. E quando duvidamos de seu escape, ele surpreende-nos com seu auxílio. Ele nos fez, pra que andemos nas coisas Dele, nas obras, na maneira, no agir ao qual preparou-nos.

A cruz uniu o homem a Deus. O Seu plano salvador nos levou para perto dEle (2-13). Em Cristo, todo aquele que estava longe, no mundo, perdido, pode voltar a comungar e desfrutar da presença real e viva, perceptível, de Deus. Há uma chance pra modificação de vida. Morreu, junto com a cruz, a separação que havia entre o povo e Deus. Como nos separar dos véus, rompeu-se a distância, aproximou-se a comunhão. Um só corpo. Propriedades nós somos novamente de Deus. Entregues a Ele pra que Ele governe sobre nós, sobre nossas emoções e atitudes. Não é mais necessário, que alguém mais santo, mais dedicado que eu interceda por mim, eu posso conversar com Deus agora. A intimidade com Deus é privilégio de todos, não mais apenas de alguns. Assim como a santificação do corpo pra apresentação a Deus, um dever fatível. A busca por Deus, a vontade e a dedicação em conhecê-lo te moverá. (Mateus 7.8) Somos concidadãos dos santos e da família de Deus (2-19).

A união da igreja só será possível se a mesma for alicerçada na verdade, na revelação que não falha. A bíblia: verdadeira revelação de Deus (2-20). Fundemos nossa fé nas escrituras, pois os apóstolos foram, pelo próprio Senhor, autorizados a falar em Seu nome, da parte dEle. Eles foram pedras fundamentais para a construção e o estabelecer da igreja. As palavras que Cristo, através destes homens, fez-nos saber são de estrema necessidade pra unidade do corpo. Se Cristo falou, convenhamos que seja a melhor maneira. Pensamos de maneiras diferentes e é esse pensar desigual quem gera a separação. Na figurativa de um corpo, imagine: se meu lado esquerdo quisesse ir para a direita e o meu lado direito o oposto, comprimir-nos-íamos, mas não sairíamos do lugar. Cristo, como cabeça, mentor, nos dirige em sintonia. O evangelho concedido aos apóstolos é a fonte permanente para orientação da igreja.

Cumprindo a carreira

Paulo descreve literalmente seu estado no capítulo 3, ele estava preso, porém ainda em tal estado não deixava de cumprir o plano a qual Deus tinha para sua vida a designação de seu ministério. Cumpria porque amava a Deus e tinha plena consciência de que aquela era a sua vida. Vivia pra Deus. Hoje desistimos tão fácil de nossos ministérios, esquecendo de que o realizar do mesmo é a nossa dignidade para com o Pai. (Lucas 9: 62) A figurativa da prisão de Paulo pra nós é: Hoje temos que cumprir tantos afazeres, estamos “presos” a tantas coisas. Devo continuar ou desistirei daquilo que um dia Cristo me elegeu? Buscarei primeiro o reino dos céus ou a mordomia de minha satisfação terrena?

O nosso ministério real de Cristo é quando os holofotes estão desligados. Podemos então perceber se nossa luz permanece acesa. Há um tempo atrás ser músico na igreja era cumprimento de serviço cristão, líder de louvor era uma palavra que não existia no âmbito da igreja brasileira, apenas um condutor dos períodos de cântico. A coisa foi crescendo de maneira tão rápida que parece que sempre existiu. Então surge o fortificar de “um novo tempo” na música cristã popular brasileira, a principio, uma idéia ótima de difusão, expansão, mais um meio pra pregação do evangelho, porém muitos dos que iniciaram seus ministérios terminaram no mesmo ponto onde começaram. O evangelho não foi pregado, o mundo não ouviu falar, ou até ouviu, mas não causou transformação e sobraram-lhe apenas alguns aplausos. O problema não é começar uma carreira, mas distinguir se esta começar dirigir-nos ao invés de Deus, pois ela nos encaminha por onde não deveríamos andar. Perdemo-nos em nossas próprias vaidades ao tentar encontrar-nos em nossa perdição, fadados ao fracasso. Saiba o querer real de Cristo e peça que em tudo Ele o dirija.

Paulo descreve, dando o exemplo de si mesmo, com suas palavras, se colocando na posição onde os cumpridores do querer de Deus devem ocupar (3-8). Devemos ter a grandeza de sermos pequenos. A graça é quem nos torna alguém melhor para cumprimento do que fora proposto por Cristo. Deus que tudo criou, recheou-nos com dons, em sua multiforme graça, espalhou de maneira diversificada em cada, um dom. Precisamos dedicar-nos ao querer de Deus que é melhor que a vida, ou melhor, Seu querer é a vida. Deus tem propósitos para as nossas vidas. Ele te qualificou pra glória dEle e é uma honra poder ser usado por Deus pra trazer toda a glória a Ele. Como um espelho onde não se pode refletir imagem alguma se não a Deus, pra que a glória seja só dEle.
“temos o tesouro em vasos de barro, pra que a excelência do poder seja de Deus e não nossa” (II Coríntios 4.7).

Em minha vida pessoas eu aprendi o que é ofertar algo ao Senhor. Oferta é algo que lhe custe alguma coisa, se não for assim deixa de ser oferta e recebe o nome de sobra. Não importam as minhas limitações, darei a minha oferta ao Senhor e calarei SEMPRE a minha voz pessoal que tenta ser contrária. Nós estamos a cada dia mais nos acostumando a dar ao Senhor aquilo que nos sobrou, quando não nos deparando a triste realidade de sobrar nada. Ainda que não seja sua vontade, oferte seu tempo a Deus, oferte seus talentos a casa dEle. Os ministérios mais lindos são aqueles que fogem o olhar dos homens e acontecem mediante a vontade de servir a Deus. Busque primeiro o reino dos céus e todas as outras coisas virão e não faltarão.


Boa semana!
Deus nos abençõe!
(Benção: Agir em prol do bem de alguem. Pense nisto!)

Matheus Gerhard


Um comentário:

Taiane disse...

MAtheus,

Quanto tempo não lia suas postagens.
E hoje li exatamente o que meu coração precisava.

Tenho me lamentado tanto pela minha falta de tempo e uso como justificativa (para Deus) o fato de não me dedicar com o meu melhor para Ele.

Às vezes me sinto presa aos afazeres diários, as obrigações e o que dou para Deus? Muitas vezes não uma oferta da Taiane, mas o que sobra de mim...

Que Deus continue a te abençoar a cada dia.

Você é uma pessoa muito preciosa!

Beijos e já já respondo teu email!