quarta-feira, 2 de março de 2011

Uma maravilhosa tarefa: viver o perdão



Hoje decidi falar de uma tarefa muito complicada, mas necessária. O perdão.

Eu sempre admirei, dos discípulos de Cristo, Pedro. O discípulo do perdão. Um novo nome a qual quis dar a ele. Sempre me impressiono com a história de Pedro, por que ela é um espelho da minha história com Cristo. Dos meus momentos com Deus. Acredito que possa também ser seus momentos.

Se voltarmos uns 1963 anos atrás, aproximadamente, vamos nos deparar com os últimos anos do ministério de Cristo. Em sua vida, Cristo nos ensinou muitas coisas: Amar, amar, amar... é a principal delas. Afinal este é o primeiro mandamento, correto? Correto. E todas as atitudes em que viermos tomar, refletirão amor.

Nos últimos instantes que antecederam a morte do Salvador, sentado a mesa com seus discípulos, ele revelou alguns acontecimentos e a Pedro disse:

- "Pedro, antes do cantar do galo, é certo que por três vezes me negarás".

Pedro, por sua vez, em seu coração e sua mente que pelo mestre só se abrigava de amor, retrucou:

- "Impossível, meu mestre."

E passadas algumas horas eis que o que Cristo havia dito aconteceu. Isso aconteceu por quê? Será qual o motivo de Cristo mostrar um dos seus a negá-lo? Essa resposta é simples: Porque no ano de 2011 alguém aprenderia com tal história.

No momento em que Jesus estava a caminho de suplício, eis que três pessoas apareceram e cumpriram o que Jesus havia dito.

Paro em dados momento e fico a analisar os sentimentos que invadiram Pedro: Medo, Confusão, angústia... e por ai vai. Um servo regado de amor passar e realizar aquilo que jurou não fazer... Pedro tinha uma oportunidade de mudar uma história que infligiria novos atos. Em minha vigem aqui imagino, qual seria a história se Pedro houvesse dito a verdade? E confessado que verdadeiramente andou com Cristo? Será que seriam 4 cruzes? Ou pelo caminho mesmo seria apedrejado, construindo assim uma história de dedicação de vida a Deus até a morte, mesmo em momento de dificuldade? Talvez. Não podemos nos esquecer que os homens da bíblia são como você e eu. Você poderia ter sido Pedro. Como você agiria?

Porém a história de Pedro teve um outro desfeche e erradamente as pessoas hoje se referem à Pedro. Se você perguntar a qualquer um: “Quem foi Pedro na bíblia?” Certamente ela te responderá: “Ah, foi o discípulo que negou a Jesus.” Pra mim, Pedro da bíblia, é o homem do perdão. Que sofreu muito por ter sido usado, pra através de um erro, mesmo em momento de morte, Jesus nos ensinar mais uma vez.

Me vejo em Pedro, no momento com Deus em que Ele me diz: “Matheus, você vai errar fazendo assim.” E meus sentimentos carnais, embora ouçam tais palavras, faz-se surdo e pratica atos de erro.

Depois de toda confusão do dia do Sacrifício de Jesus, Pedro teve saudades do mestre. Pedro tomou uma atitude, simples que expressava tudo o que sua alma sentia. Ele foi pescar. Foi na pesca que ele conheceu a Jesus. Foi num barco a qual ele estava que viu o Mestre andar por sobre as águas. Ele lembrou que Jesus o havia chamado de amigo. Aquele ilustre e inigualável homem já não estava mais ali pra uma conversa.

Pense um pouco na cena: Pedro, sentado à beira do barco, arrumando as redes, com um choro amargo, como diz a bíblia. Sobrancelhas altas e em sua mente a pergunta que indaga a todo o arrependido: “Porque que eu fiz isso?”. Quando de repente é surpreendido pela peça que lhe faltava em seu vazio. Pelo amigo maior: Jesus. E Pedro, acredito que envergonhado por ter ouvido a voz do Pai e ter fracassado, não tem muito o que falar. Afinal, quem conhece o oculto de nossas almas e sonda todos os nossos pensamentos não é nenhum homem, se não Deus. Mas mesmo assim ele se enche de alegria, pois seu amigo, seu mestre voltou. É lhe dado uma chance de arrepender-se. Cristo, uma nova esperança.

Jesus abre a boca e a Pedro, sem nenhum ressentimento, pergunta:

- “Pedro, Tu me amas.”

Pedro, o discípulo do amor responde:

-“Claro Mestre”.

É como se Cristo entrasse em seu interior e visse que o sentimento de Pedro era de um grande rancor, pois sofrera com atos que fez juras de morte e fracassou.

Jesus em um novo voto simples a Pedro fala:

-“Pedro, você me ama?”

E de novo Pedro responde:

-“Eu O amo, meu Senhor”.

Eu penso nesta arte bíblica como um momento magnífico. É o arrependido recebendo perdão. É uma humilhação necessária dando um fruto de renovação. Vejo Cristo abraçando e retirando de Pedro toda a culpa e creditando tudo novamente a seu amigo.

Como tem sido nossa vida com Deus. Superficial demais? Erros: vamos tê-los aos montes. Fracasso: isso uma alternativa possível que vem em anexo as responsabilidades.
Mas que hoje seja o terceiro dia, após a morte, para nós e resolvamos ir pescar. Seu barco é a minha humilhação, suas redes é meu ministério, você precisa lançá-lo ao mar do mundo e pescar a atitude da conciliação, seja com Deus ou com a quem ofendeu.

Que o choro amargo seja uma oração: “Pai, minha alma sente sua falta. Sei que tua benignidade é a causa de minha não consumação. Eis-me aqui, venha a meu encontro. Por sobre as águas de Tua misericórdia venha novamente até mim. Eu não sei caminho algum, pois Tu és o meu caminho e fora de Ti, outro não há. Eu sou falho e nenhuma de minhas justificativas é capaz de suprir o meu desacerto. Eu me arrependo de ter fracassado contigo. Eis que Tu me deste a vida e minha vida é Tua, pois me compraste pra si. Eu O amo, te amo, Tu sabes que eu te amo, Eu O amo mais que a mim mesmo. Ensina-me novamente, dê-me Tua paz que excede o entender dos homens, sopra em mim Teu fôlego. Faz-me renascer em Ti.”

As palavras de Deus pra você: “Há um rio cujo as águas alegram a cidade de Deus. O santuário do Altíssimo. Onde o Rei está assentado a destra do Pai, poderoso pra derramar. Águas que saram, águas que lavam, águas que refrigeram, águas que moldam, águas que purificam, águas que santificam, águas de paz”

Deixe de lado o eu e morra por uma causa mais nobre, pela causa de Deus. Praticar o primeiro mandamento, renovar seus votos. Limpar sua aliança nem que ao fogo ela precise voltar pra novamente ser moldada, não deseje quebrá-la mais.

Vamos dar mais ouvidos a voz do Senhor. Se Ele nos disser: “Me negarás.” Não prometa, peça ajuda a Ele pra que isso não ocorra. Não somente em palavras nós o negamos, mas toda a vez que deixamos externar atos contrários ao de Cristo, o negamos.
Pense nisso essa semana e acredite: Por mais que seja necessária mais uma cruz no calvário, enquanto o mundo O crucifica, não o negue. Morra o Teu eu pela causa de Cristo. A causa do amor.

Matheus Gerhard

Abraços!
Bom restante de semana

3 comentários:

Ju Souto disse...

Lindo, Matheus! A história de Pedro é uma bela história de restauração que serve para todos nós! Bjs!

Arisson Belan disse...

Ausência física, ausência da voz , das risadas e do piscar de olhos, saudade da amizade que ficará na lembrança e em algumas fotos.

Saudade é um sentimento que quando não cabe no coração, escorre pelos olhos.

saudade

Lamarque disse...

parabens mateus pelo preciso texto. abraços meu querido lamarque