sábado, 21 de novembro de 2009

“Ah!...”Minhas perspectivas humanitárias.....



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Precisamos nos alertar, dia a dia, para não esquecermos quem Deus é e quem somos pra Ele.
As vezes nos esquecemos que Seus olhos estão, Continuamente, sobre nós e vivemos de forma leviana uma vida cristã.
Marcus escreveu um texto maravilhoso e gostaria de partilhar com vocês tais idéias.
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Quanta magnificência lingüística para uma mensagem simples, clara e objetiva?! Rs.
Esta semana ouvi uma mensagem do Pastor Celson de Paula Vargas (grande servo), que me deixou pensativo durante toda a semana. A cerca da visão do homem diante de Deus e reconheci meu estado.

A primeira coisa que o homem vê diante de Deus é sua Glória e seu resplendor, sua magnitude e grandeza, mas é impossível o homem, diante de Deus, não perceber sua graça, seu favor dispensado ao ser humano.

Não gosto de menosprezar a raça humana. Sim, somos miseráveis, mas, apesar do nosso estado, não fomos criados para tal situação. Esta é a perspectiva que comecei a criar e que Deus me levou a raciocinar a fim de não concordar mais com meu estado.
Por quantas vezes eu me escondi covardemente atrás da minha carne a fim de justificar meus atos, me esquecendo que Só Cristo, pelo Seu sangue, poderia me desculpar:

- “Ah, a carne é fraca!”
Lá vem à tentação chegando e o cristão caindo.
- “Ah, a carne é fraca não consigo segurar minha língua grande!”.
- “Ah, a carne é fraca, não consigo controlar meu olhar”.
- “Ah, a carne é fraca, nem percebi!”...

A carne é fraca nada... Ela é bem forte, sim senhor e com minha ajuda a deixo mais forte, pois abafo o Espírito Santo que há em mim a fim de desfrutar da minha concupiscência.
Esqueci-me de que seguir a Cristo é labutar é renegar a mim mesmo.
A escolha é nossa de alimentarmos mais o Espírito ou a carne, quando um é mais alimentado que o outro, este se torna mais forte.

Quando eu era bebê, sofri um pouco com falta de alimento. Sou gêmio e minha mãe vestia-nos com roupas iguais. Resultado, o Matheus (meu irmão) comia duas vezes e eu passava fome, ficava mais desnutrido.

A quem eu tenho nutrido mais? Quem é mais forte na minha vida? O Espírito ou a carne? A escolha é minha, isto se chama livre arbítrio.
Será que ainda tenho confessado Cristo diante dos homens? (Mt.10.32-33) Não falo de gritar pelas ruas e pelas calçadas que Cristo é o Senhor, tem faltado isto também, mas falo de atos, ação, obras que revelem a natureza de Cristo em mim? Ou o lugar de Cristo tem sido tomado pelos modismos da mídia, que temos aceitado com tanto desprendimento? “Ah! É tão normal!”.

Qual tem sido minha diferença no mundo, tenho sido luz? A luz é referência, todos querem seguir em direção a Luz? Sou bom referencial a ser seguido? Posso confiar tantas almas a meu caráter? Vou ser cobrado!
Têm sido agradáveis minhas palavras? E o meditar do meu coração, como anda?
Qual sabor tenho feito sentir o mundo? Será que é diferente? Vou ou não ser lançado fora? (Mt. 5.13-16)

Essas palavras parecem tão gastas, estes argumentos caíram em desuso, foram falados, falados e falados e não surtiram/surtem efeito algum. Como anda a terra do nosso coração? Ainda é terreno fértil a semente da palavra de Deus? (Mt. 13.3-8)

Se minha decisão foi é seguir a Cristo, tenho negado meus valores? Tenho negado minha vontade? Tenho negado meu ego? Tenho negado minhas paixões? Tenho negado meus desejos e vontades. Não posso me esquecer de que seguir a Cristo é deixar para trás tudo que é meu.

Se minha decisão foi e é seguir a Cristo, tenho tomado minha Cruz? A cruz é também sinal de dor, de vergonha, de MORTE. Tenho eu mortificado minha carne? Meus valores terreais? Meu costume naturalmente humano?

Seguir a Cristo não é tarefa impossível, mas é um pouco mais difícil e muito menos banal do que temos pensado! Seguir a Cristo não é padecer num paraíso, mas também não é medíocre como muitas vezes julgamos ser. Visão de homem que não conhece a Cristo, pois Cristo sabe o que é padecer. (Is.53) Cristo padeceu para que não precisássemos passar pelas mesmas situações, mas isto só é possível quando entendermos o que Ele passou e andarmos lado a lado com Ele. Se não for assim, passaremos pelo que Ele experimentou, pois só assim, fruto de sua misericórdia, seremos melhores e menos insignificantes. Isto também é dependente de nossa resposta a estas experiências. (Mc. 8. 34-38)

Que significado tem o homem longe de Deus? Pra onde caminha?
De outra forma não é possível seguir a Cristo. Salvar a vida é perdê-la. Que vale a nós ganharmos o mundo, e perdermos a alma?

Mas a mim, convém que Cristo cresça e eu diminua, convém que o nome dele, as atitudes dele, o amor por Ele tome tanto de mim que me falte espaço ao meu “eu”.
O que me resgatou não foi ouro, prata, ou uma vã maneira filosófica de viver. O preço foi muito mais alto, de modo que não foi com coisas corruptíveis.
Só por este preço fui novamente gerado, purificado, na obediência a verdade no amor ao próximo e na verdadeira paz e salvação selada no sangue. (1Pe. 1. 13-24)

Qual a minha resposta diante deste amor? Mesmo que fossem apenas fatos, contra eles não há argumentação? Eis que vive o filho de Deus! será que vive ou tem vivido em mim?

Deus nos abençoe a estas respostas.
Fraternalmente em Cristo
Marcus Gerhard.

Um comentário:

Taiane disse...

Matheus,

Muito pertinente essa reflexão do teu irmão.

Devemos sempre nos questionar:

Que natureza alimentamos?
Quem vive em mim, Cristo ou EU?

Beijos e Deus continue a usá-los e abençoa-los.